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Para ela

Inês Galego, em 03.08.16

 

Hoje não foi nada fácil
chegar à concentração,
foste de tal forma hábil
que até me saltava a mão!

 

Esta ânsia de escrever-te
e que não me deixa dormir
- Levanta-te e pega nele!
DEIXA-ME DAQUI SAIR!!

 

A verdade é que não teve idade precisa,
não sou canhota,cresceu-me na mão direita,
sinto que me aperta,que me arranha,

que de salto alto me pisa
até finalmente estar feita.

 

De tão inconstante que é
leva-me até ao limite,
faz-me trazê-la até
quando a ocasião não o permite...

 

E é aí que tú percebes e sentes
que sem ti não sou eu.
- Diz à Mãe minha querida, quem é que foi que o escreveu?
- Fui eu Mãezinha, juro que é meu!

 

Escondeste-te quando o conheci,
pensei termos sido egoístas,
mas com o tempo percebi
que no auge da felicidade não costumas dar nas vistas;

 

Fiquei perdida,senti-me só,
um filho não substitui outro filho,
era como se estivesse fechada,

apertada com um nó
e perdera o atilho.

 

Acalma-me descrever-te
nos momentos em que não te queixas,
talvez por medo a perder-te
e porque nem sempre me deixas...

 

A felicidade fez-te frente
e tu,sentida,amuáste,
mas como vês foi tão só e simplesmente
ciúmes de quem criaste.

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Publicado às 15:32




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