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Ó vento arranja-me assento

Inês Galego, em 28.06.17

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Vai e vem,vai e volta,levanta a saia e o papel que não se deve ler. 

 

Vento que sopras assim, de onde vens tú que não páras, para onde vais tú que não queres ficar?

Deixa-me ir de vez em quando e leva-me a ver o que te traz.Eu agarro-me com força para não me deixares a meio e prometo não contar a ninguém. Fecharei os olhos se o pedires e não ouvirei o que for dito por onde passarmos.

 

Leva-me de vez em quando e partilha comigo o que puderes,mas leva-me. Nem que seja só uma vez.

Ó vento arranja-me assento e deixa-me subir para cima de ti e abanar tudo dentro de mim, subir e descer e virar e dançar para que muito do que não encontro apareça e o descubra em sítios que ainda nem conheci.

Deixa-me subir para cima de ti e ir e ver muito que ainda não vi e sentir na pele que sou eu.

Se me deixares, não estranhes se não quiser logo voltar, mas serei obediente na hora de regressar.

 

Enquanto decides, e se me permites, sossega; Se puderes experimenta sentado num recanto qualquer, que às vezes também sabe bem para descansarmos um bocadinho.

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Publicado às 21:17




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