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Domingo,31 de Julho de 2016 - II

Inês Galego, em 06.08.17

 

 

 

 

Há muitos dias em que me lembro deste texto que escrevi e o primeiro que partilhei.Sinto nele várias verdades bem descritas e,com tudo o que tenho escrito e partilhado, sou hoje uma pessoa mais Livre no caminho que quero para mim.


E isso é que importa,fazermos o que sentimos.Quero mais,todos os dias quero partilhar mas nem todos os dias é possível e tem de esperar guardado a crescer cá dentro.Não me é fácil viver com tal mas agora que o escrevi já fiquei mais aliviadinha.


Quanto mais escrevo mais sou.E é de tal forma profundo e necessário para mim que te quero escrever hoje e todos os dias da minha Vida.

 

 

 

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 Há dias assim,a necessidade de escrever é tão grande que as palavras são cavalos por montar. Cada vez mais sinto a necessidade de expressar a minha admiração por algumas pessoas,principalmente por aquelas em que se mete a mão lá dentro à primeira e lhes fazemos cócegas na Alma,mas hoje é por aquelas que conseguem,verdadeiramente,dizer o que sentem.Sou das extrovertidas mas com a sensação (leia-se certeza) de que muitas vezes não consigo de todo dizer o que estou a contar.E se passar as legendas?Não coincidirá com a verbal mas pode ser que resulte.

 

Ainda não o tentei fora dos meus.Medo,receio de me despir diante de todos embora o meu Marido me incentive.A sensação de estar completamente nua, de não poder voltar atrás depois de mostrar a minha intimidade.Grande parte do que temos,o que somos.Conseguirei lidar com a exposição da minha?Não sei escrever meias,só inteiras.E não seremos nós se não me despir por completo.E ao espelho, senão não me reconheço.

 

Agora tenho dois Amores,dois Homens.O mais pequeno tem quase 10 meses.Sempre quis ser jornalista pois era o sinónimo de escrever.Desde miúda percorrer o meu Mundo com as palavras sem saber muito bem onde mas em muitos lugares.Não acreditava na união para a vida inteira.Esta maravilhosa Vida que de um momento para o outro pode ter prazo de validade no fundo da embalagem e fazer-nos pensar no que queremos fazer e no que ainda não fizémos.Graças a Deus ainda não sei o meu.Mas já tive medo por pensar que teria de saber.

 

Nunca acreditei que seria possível partilhar todos os dias com a mesma pessoa.É que embora goste imenso de pessoas nem sempre quero estar ou falar com elas.É um amor proibído que por vezes me obriga a apreciá-las a 3 metros de distância mas com um gosto de ti e um abraço que sempre me foi muito fácil de dizer e de dar.

Quando vi pela primeira vez o meu Amor mais velho soube que se houvesse personificação do impossível seria ele. Não conversámos nem sorrimos um para o outro.Ele estava ali com amigos em comum e eu tive a certeza.Todos os dias tenho momentos em que preciso de não ser casada,ou basta comprometida,e ele sabe voltar a desaparecer para eu me voltar a encontrar.Muitas vezes canso-o mas ele quer estar comigo.E a vida que eu queria de nómada e que acreditava sem compromissos tenho-a dentro de casa a passar a ferro,a estender,a arrumar e nestes momentos a escrever sózinha no meu Mundo,que são eles os dois.

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Publicado às 19:10




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