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Dia 10, + 6 = 16, Dia do nosso casamento

Inês Galego, em 20.06.17

 

 

 

Foto Mãos.jpg

 

 

Hoje estou triste e desanimada.Nem contigo me apetece conversar,e,inevitavelmente, sinto-me injusta.

Para com os dois.É quase pecado não aproveitar todos os bocadinhos da nossa Vida.

 

 

À excepção do dia em que o Gustavo nasceu nunca te tinha visto tão feliz como no dia do nosso casamento.

Foi perfeito lembras-te?Simples e divertido como nós,boa comida e boa bebida para os nossos,estávamos lindos.Saboreámos todos os bocadinhos.

A escolha das alianças, a prova da ementa, o bolo do casamento, e embora já vivêssemos juntos escondemos a fatiota e o vestido um do outro e na noite anterior à festa

foste dormir a casa dos teus pais.

 

Eu,antes de ir dormir o sono de beleza fui à varanda,olhei as estrelas e pedi-lhes que corresse tudo bem.

Ali estávamos eu e elas, naquele céu estrelado que estava muito longe daquele para onde tú irias 15 dias depois de casarmos.

 

Num outro continente,muito longe de mim.

 

Quando escolhemos o destino da lua-de-mel perguntás-te: - Então e assim quanto tempo irá durar?

E eu respondi-te com o coração já muito fraquinho mas com o maior sorriso do Mundo: - A Vida inteira!

Conheces-me como ninguém e foi difícil abstraír-me desse pequeno grande pormenor.

Mas como Mulher que se preze escondi a tristeza cá bem no fundo e pedi-lhe para se aguentar uns dias.

Quando fizémos um mês de casados escrevi-te uma carta que,obviamente, não te mandei e que só hoje te mostrarei quando te pedir para leres o texto antes de o publicar.E dizia assim:

 

Marido,

 

Hoje fazemos um mês de casados.É violento escrevê-lo,reduz-me o pouco alento que ainda me sobra a um suspiro que já supira muito baixinho.Não é justo,mas não vamos por aí não achas?

Ao amanhecer já te enviei em verso que sou a Mulher mais feliz que este Mundo vai ver.

Hoje estive a ver as fotos do nosso casamento,são de facto o espelho da nossa alegria, da magia que aconteceu naquele dia. E tu és mesmo especial,porque consegues fazer-me sentir contente no meio de todos estes sentimentos e revolta que não conhecia e com os quais tenho que lidar com rédea curta para não enlouquecer.

Quando acordei doía-me todo o meu Ser,partes dele que nem conhecia.Estava moída e mal conseguia mexer os braços.Tive de obrigar a mão a arrastar-se para o telemóvel e mandar-te as palavras mais bonitas que a minha Força pelo Nosso Amor me ajudou a escrever.

Amor,adoro-te mais que a minha vida e tenho muito orgulho em ti.

 

Depois dos meses que estivémos afastados,e com a agravante de ter sido logo após o nosso casamento, é natural sentir que nunca irei desperdiçar um momento que seja da tua companhia.Mas eu também só disse que não me apetece conversar,não foi?

 

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Publicado às 15:12




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